sábado, 30 de junho de 2012

Aliança com Eduardo Campos: as razões de Jarbas Vaconcelos

Por DiAfonso

Estou cansado desse modo de se fazer política [Aqui e alhures. Outras plagas... Brasil afora.]. Mas não posso deixar de dar meu singelo palpite para os que nos querem governar, pedindo votos e levantando bandeiras. Bandeiras que são minhas e de muitos companheiros de estrada. Bandeiras que, ao sabor dos ventos, são rasgadas por aqueles a quem confiamos nosso voto.]. 

Não sou analista político. Apenas, sou aquele que "vévi" a pensar sobre os lances dos "profissionais" da política brasileira. Cada acordo me deixa em maus lençóis comigo mesmo e com aquilo que defendo por defender o projeto de alguém que defende um projeto que não é só meu, mas de muitos [Deu para enteder?!?!]

Pergunto-me: Como posso permitir que um determinado político incorpore [ao seu bel-prazer... O eleitor que se dane!] um projeto que nunca foi dele? Projeto meu e de meus companheiros de jornada!

É-me difícil aceitar, aqui em Pernambuco, o senador Jarbas Vasconcelos na Frente Popular [?!?!] por tudo que fez e disse contra o governo Lula e contra o próprio governo de Eduardo Campos. Antes disso, pela traição a quem sempre lhe deu votos. Traição ao se emporcalhar com o antigo PFL, hoje DEM, para conquistar o poder. Dirão: Isso é coisa da política. Não é não! Política deve ser feita em benefício do povo e ponto final!


É-me difícil olhar o palanque repleto de Jarba[s] e Eduardo[s] Campos[s] [Outrora inimigos figadais. A política com fígado está muito mais em Jarbas.] a se digladiar com o PT-Pernambuco a fim de tomar a prefeitura da Cidade do Recife. 


É-me difícil ver um candidato, em quem votei para o Senado Federal, abdicar de seu papel [papel conferido nas urnas por eleitores que nele confiaram] para se candidatar a prefeito da cidade do Recife, numa encarniçada briga interna com João da Costa [Ele é culpado por tudo isso. Contudo, não é o único. Tenho dito.].


É-me difícil ver Lula apertando a mão de Paulo Maluf [não é um simples aperto de mão, mas uns tempinhos a mais na TV e a derrota do feudo Psdbista].

Indignado estou, apesar de sentir alegria em alijar o PSDB do Governo de São Paulo, em qualquer instância.

E indignado, retiro-me dessa disputa que se avizinha aqui em Pernambuco. Não vou poder reclamar, pois, ao anular meu voto, ficarei impedido de me manifestar como cidadão.

Torço pela vitória de Fernando Haddad em São Paulo, apesar do acordo com Maluf, mas dessa vitória não emitirei um só grito de júbilo [As reblogagens virão louvando tal feito, mas não serão de minha pena, como se dizia.]

Torço pela vitória de Humberto Costa [PT-PE] aqui em Recife, mas ele não terá, de minha parte, uma só postagem a seu favor. Nem ao menos um parabéns pela suposta vitória.

Silencio nesse tabuleiro de farsas e mentiras que, ao final de tudo, estampa no rosto do cidadão que vota: VOCÊ É UM OTÁRIO!

Meu trabalho: dar assessoria a um candidato a vereador que não é de meu campo político, mas que agrega alguns valores que defendo. Se ele cumprirá o que diz, só o tempo dirá... Estou sendo profissional no campo da assessoria parlamentar.

Finalizo dizendo que as razões de Jarbas Vasconcelos, ao se aliar a Eduardo Campos, se resumem a uma: derrotar LULA e o PT. Seja no Oiapoque, seja no Chuí, seja em qualquer lugar desse nosso [?] enorme universo. Jarbas é um senhor que faz política com o fígado. Seu lema é vigança [Ele se dói por não ter sido o Lula do Povo Brasileiro. Arraes seria, sim. Jarbas, nunca!]. Mas, curiosamente, para se vingar de LULA, ele se humilha diante de quem lhe deu uma surra eleitoral no último pleito: o neto de Arraes! Como é a vida...!

Talvez esteja enganado. Talvez não compreenda que, para mudar o Brasil, seja necessário se "acoloiar" com "almas sebosas" da política brasileira. Entretanto não posso deixar de afirmar que precisamos acabar com essa ideia de que, para se preservar a governabilidade [não é o caso de Pernambuco], é imprescindível se aliar a tais e quais.

Em tempo: acabei de receber ligações de companheiros meus, pedindo-me para refletir um pouco. Sobretudo porque o vice de Humberto foi anunciado: é João Paulo. E, aí,com João Paulo, a história é outra. Eduardo não vai levar a prefeitura da Cidade do Recfe de mão beijada.

Minha reflexão continua a mesma, em que pesem os telefonemas de amigos meus. João Paulo dará musculatura ao pleito, sem dúvida. Todavia, eu votei em João Paulo para deputado federal e não para prefeito [chega dessa falácia de "missão partidária"!]. Se é que me entendem! Temos que acabar com isso. Caciques não podem cercear a eclosão de novas lideranças.

6 comentários:

PAULO R. CEQUINEL disse...

Cumpadi e amigo, este paranaense turrão agradece palavras e sentimentos tão certeiros e tão nossos, até porque é doce a gente descobrir não estar sozinho.
Reproduzi em meu insalubre e mequetrefe blog.
Sob protestos, submeto-me a mais um teste do robô e, provando que não um reles e desajeitado robô, pergunto: Eintere Via não seria aquele filósofo da Lombardia, famoso por estabelecer a inegável relação entre o limão siciliano e pratos com frutos do mar?

Eduardo Albuquerque disse...

Ressucitar Jarbas foi um golpe, uma traição impar...Eduardo é ambicioso. Bme vindo Humberto e Joao Paulo. Politica ainda é para a mudar a vida das pessoas

Diógenes Afonso disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Cumpadi Cequinel... Mil desculpas pelo robô... Vô dá um jeito nele, vi?!?! kkkk

Mas o sinhô está inquivocado. O tá do Eintere Via é aquele mendigo da place Maubert de O Cemitério de Praga [de Umberto Eco]. E num é ele qui mistura mijo com queijo e diz que é fabricado no castelo de Hitler? Arrepare se o nome num é o mesmo? rsrsr

Abs!

Diógenes Afonso disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Cumpadi Cequinel... Mil desculpas pelo robô... Vô dá um jeito nele, vi?!?! kkkk

Mas o sinhô está inquivocado. O tá do Eintere Via é aquele mendigo da place Maubert de O Cemitério de Praga [de Umberto Eco]. E num é ele qui mistura mijo com queijo e diz que é fabricado no castelo de Hitler? Arrepare se o nome num é o mesmo? rsrsr

Abs!

Diógenes Afonso disse...

Caro Eduardo Albuquerque,

Sem dúvida que a chapa Humberto-João Paulo é competitiva e pode triturar Eduardo Campos. O problema é pq se deu esse imbroglio no PT. Votei em HC e JP para pleitos diferentes, não admito tê-los concorrendo a uma majoriária. Se não levarem, cada um volta para o seu lugar. Bom isso, né? Mas eu não aceio.

Abs e grato pelo comentário.

blog do teacher Ramos disse...

êi, mô véi! Já expressei minha opinião pessoalmente e já postei dois textos sobre esse assunto no blog. Respeito todas as opiniões, mas sou Pernambucano, funcionário público e sei que esse governador usa métodos só usados pela direita para calar e manter o funcionalismo sobre controle. Aliado com Jarbas e uma vez dono do Palácio do Campo das Princesas e da Prefeitura isso aqui vai virar uma Minas Gerais. Sei dos erros do PT e escrevi há pouco sobre os erros de Lula. Contudo, companheiro, chamo a todos os que não quer ver esse país dominado pela direita a vir para as ruas. Mesmo contra a minha vontade, sou Humberto desde criancinha!

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