quinta-feira, 23 de junho de 2016

Moro não tem provas contra Lula

Relógio do juiz é de uma precisão suíça!

domingo, 15 de maio de 2016

Irmãos de Ivan Aguiar se manifestam contra discurso do senador Cristovam Buarque


Na tarde de quarta-feira (11/05), quando o senador Cristovam Buarque (PPS) proferia suas justificativas para votar a favor do golpe, os Jornalistas Livres soltaram uma nota homenageando os estudantes Jonas Barros e Ivan Aguiar, mencionados no discurso. O texto rendeu mais 3.000 compartilhamentos e chegou até os familiares de Ivan que indignados comentaram o voto:

Tempos estranhos estes onde um senador evoca seu passado de manifestante de rua pró-democracia, como justificativa de um voto para demover uma presidenta eleita, em uma pantomima midiática e parlamentar travestida de impeachment.   
Cristovam Buarque desonrou a memória dos mártires da democracia ao citar os dois estudantes mortos em 01 de abril de 1964, na passeata contra o golpe militar que depôs o Presidente João Goulart e o Governador Miguel Arraes, em Pernambuco.   
Dentre as vítimas, Jonas Barros e Ivan Aguiar, secundaristas assassinados a tiros pelo Exército.   
Eles foram para a rua para defender a legalidade, as políticas sociais, o governador de esquerda que pagou com o mandato e com o exílio sua fidelidade às causas populares. Cinquenta e quatro anos depois, o que era dor virou orgulho. Arraes, Ivan e Jonas são heróis da democracia. O que dirá o futuro dos golpistas de ontem e hoje?   
O senador em seu discurso afirmou que a esquerda envelheceu. Os irmãos e sobrinhos de Ivan Aguiar, alguns septuagenários, estamos empunhando nossas bandeiras defendendo a democracia e o respeito ao voto. De lá da rua testemunhamos o acaso da biografia daqueles que mudaram de lado, seduzidos pela ribalta que é oferecida aqueles que querem desmontar as conquistas trabalhistas.   
Triste o país onde envelhecidos estão nas ruas e os velhacos no Parlamento.  Se fosse vivo e ocupasse uma tribuna do Senado, Ivan estaria defendendo os estudantes paulistas que estão sendo massacrados pela polícia e roubados por políticos que freqüentam colunas sociais.   
Estaria denunciando que quando se solapa a democracia, quando a legitimidade de um eleito é subtraída por conchavos parlamentares, o que se está promovendo é a violência. Violência simbólica num primeiro instante, violência física contra quem for contra o estado de coisas logo depois.   
Cristovam Buarque não deveria se preocupar tanto com nossos heróis do passado. Eles pagaram o tributo e forjaram as futuras gerações. Deveria ele se preocupar com as vítimas do futuro. As vítimas dos cortes dos programas sociais, da desvinculação dos recursos sociais do orçamento, da supressão dos direitos trabalhistas, das privatizações e de toda a agenda do governo ilegítimo nascente.   
A esquerda verdadeira, o militante altruísta e generoso que quer construir um mundo mais solidário, vem escrevendo os melhores capítulos da história do Brasil. Os parlamentares golpistas, especialmente os que traíram suas raízes, vão merecer no máximo uma nota de rodapé no panteão onde figuram Calabar, Silvério dos Reis e Cabo Anselmo.   
Erivan Aguiar, Danúbio Aguiar, Nadir Aguiar, Vânia Paduschka de Aguiar, Iran Aguiar

Nota dos Jornalistas Livres:   

JONAS E IVAN, PRESENTES!    



O discurso do senador é uma tentativa vergonhosa de criar confusão na cabeça dos jovens menos avisados.   
Não, Cristovam Buarque! Os estudantes Jonas José de Albuquerque e Ivan Rocha Aguiar, não traíram a democracia brasileira, como o senhor! Morreram em Recife lutando para evitar a deposição do governador eleito pelo povo, Miguel Arraes, e CONTRA O GOLPE MILITAR.   
Aos estudantes Jonas e Ivan nossa eterna gratidão e admiração. A História julgará traidores como Cristovam Buarque, Aloysio Nunes e Marta Suplicy.

Juca Kfouri: silêncio nas panelas. A elite branca já pode dormir em paz

(Na foto, deputado Bruno Araújo, do PSDB-PE. Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

Viva a hipocrisia!  

Por Juca Kfouri, no Blog do Juca  

Festa na CBF!  Dilma Rousseff está afastada.  

Michel Temer presidente interino do Brasil!  

O Marco Polo que não viaja (Viaja, Marco Polo, viaja!) poderá, ao menos, voar até Brasília e voltar a frequentar o Palácio do Planalto.  

O PT saiu do poder. Maravilha!  

Que pague por seus erros, por ter sido igual aos que criticava.  

Agora temos o PMDB! Extraordinário!  

Sangue novo com Temer (Lava Jato), Romero Jucá (Lava Jato), Eliseu Padilha (Precatórios), Moreira Franco (Proconsult), Gedel Vieira Lima (Lava Jato), Henrique Alves (Lava Jato),  todos protagonistas de escândalos, da Operação Lava Jato ou de outros mais antigos, além de terem servido a todos os governos, inclusive os do PT, como ministros.  

Festa também no “Movimento Brasil Livre”, cujo fundador , Renan Antônio Ferreira dos Santos, responde a mais de 60 processos e deve quase 5 milhões de reais na praça.  

O líder certo na  hora certa!  

Como Eduardo Cunha, não nos esqueçamos de homenageá-lo in memoriam, ele que deu o pontapé inicial em todo o processo saneador e que agora, cinicamente, é descartado como bagaço mascado.  

E que se mencione também Aécio Neves, que tanto se sacrificou pela causa, a ponto de ter virado mico, xingado nas ruas.  

Agora vai!  Silêncio nas panelas. A elite branca já pode dormir em paz.  

Ninguém segura este país.  

Ame-o ou deixe-o.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Editorial do New York Times, em favor de Dilma, surta jornalistas da Globo


Um editorial do New York Times desta sexta feira 13 de maio defende a realização de novas eleições aqui e dá uma traulitada [porrada, cacetada], mais uma de uma boa série, no golpe.  

O título, em tradução livre, é “Tornando pior a crise política no Brasil”.  

Dilma está pagando um preço “desproporcionalmente alto” por má conduta administrativa. Muitos de “seus mais ardentes detratores são acusados de crimes mais graves” e políticos “que orquestram sua deposição foram associados a um grande esquema de propina e outros escândalos”.  

A liderança dela é considerada “péssima” e “abaixo do esperado”. Mas as pedaladas fiscais, usadas como base da acusação, foram “uma tática que outros líderes brasileiros utilizaram no passado sem sofrer grande escrutínio”.  

A saída “é provável, já que 55 dos 81 senadores brasileiros votaram a favor de seu afastamento”. Com isso, ficará mais fácil retomar a política usual do pagamento de propinas.  

Embora Dilma e seu partido tenham “se afundado nos últimos meses”, o PT ainda conta com “um apoio considerável, particularmente entre os milhões de brasileiros que saíram da pobreza nas últimas duas décadas”.  

“Os senadores que saboreiam a saída de Dilma devem lembrar que a presidente foi eleita nas urnas duas vezes”, diz o texto.  

É uma análise correta, sóbria e criteriosa do que é, ainda, o melhor jornal do mundo. Mas que despertou a ira de jornalistas da Globo e do Estadão. São os pitbulls da versão pseudo legalista, latindo a cada vez que a história que tentam emplacar é desmoralizada na Europa e nos EUA.  

Golpistas não gostam de ser chamados de golpistas. Canalhas não gostam de ser chamados de canalhas. A falta de decoro e de noção desse pessoal chegou a um ponto em que resolveram dar aulas de jornalismo ao Times.  

Jorge Pontual, correspondente da GloboNews que vem dando vexame há semanas (o último foi numa comparação muito doida de Dilma com Hitler que ele tentou, sem sucesso, corrigir), escreveu no Twitter que “New York Times defende Dilma em editorial”.  

A colega Lúcia Guimarães foi para cima numa espécie de surto psicótico.  

“É de enfurecer a repetição descerebrada de que a fraude fiscal equivale ao que FHC e Lula fizeram”, replicou. A ex-colega de Saia Justa Monica Waldvogel pontuou que “a conclusão é doidona” (?!?).  

A certa altura, Lúcia resolveu iluminar o pessoal do NYT questionando em inglês o artigo. Se deu ao trabalho de colar um gráfico da Folha de S.Paulo. Obviamente, foi ignorada.  

Lúcia vive em Nova York. É uma ex-produtora do Manhattan Connection que, após a morte de Paulo Francis, por uns tempos deu  pitacos no fim do programa. Escreve uma coluna que ninguém lê numa publicação cada vez menos lida, o Estadão.  

Mora no Twitter, onde é como um pato velho se sacudindo no meio de um lago: só barulho. É fanática, autoritária e lelé a ponto de traduzir o discurso de posse de Michel Temer.  

Mais do que isso, é um símbolo do partidarismo escrachado da mídia brasileira, que conta com gente como ela para tentar dar um verniz institucional e democrático a um governo vagabundo e sem voto.  

A narrativa do golpe está consolidada. Se você não é cínico, estúpido, maluco ou de má fé, não consegue achar normal um sujeito como Cunha presidindo um processo de impedimento e um Michel Temer no poder. Tentar vender outro peixe malcheiroso tem gerado esses momentos de pagação de mico.  

Agora, é o tal negócio. O pessoal deve olhar para o João Roberto Marinho respondendo matéria do Guardian na caixa de comentários e pensar: bom, já que o patrão faz essa zona e mente aí numa boa, por que não eu, é ou não é?

Meirelles: direitos adquiridos não são adquiridos!


O Meirelles é outro puft.  

Não tem nada dentro a não ser o rolando-lero neolibelês.  

Um bancário a serviço do mercado e da Casa Grande.  

Na primeira entrevista coletiva, na manhã dessa sexta-feira 13/05 – sim, porque a Urubóloga já lhe tinha dado posse no Mau Dia Brasil -, Meirelles falava enquanto a Bolsa caía.  

Talvez porque ele não dissesse nada, além do óbvio lancinante.  

Limitação de gastos.  

Teto de despesas.  

Estabilizar a dívida pública.  

Mas, ele cometeu dois lapsos reveladores da secreta ambição do Governo.  

Ao responder a uma pergunta sobre a reforma da Previdência e o respeito aos direitos adquiridos, ele foi claro, ainda que escorregadio:  

- “direitos adquiridos não prevalecem sobre a Constituição!”  

No ambiente de uma pergunta sobre os direitos adquiridos dos velhinhos, que história é essa de “prevalecer a Constituição”?   

Como disse o Bercovici, a Constituição morreu.  

Portanto, vem um trampo aí!  

Se adquiridos estavam, adquiridos não estão mais.  

O gato comeu os direitos adquiridos!  

O Supremo restabelecerá a hierarquia segundo a extinta Constituição!  

Quá, quá, quá!  

Depois ele enfatizou a questão do “nominalismo” e a necessidade de “desindexar” a economia.  

O que “indexa” a Economia é o Salário Mínimo!  

O Salário Mínimo sobe com a inflação e o Salário Mínimo aumenta a Previdência.  
Logo, vem pau no lombo do Salário Mínimo e da Previdência!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...